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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quem é chamado?



Em Lc 10.2 Jesus diz que a colheita é grande, mas poucos são os trabalhadores. Eles diz isso ao enviar 72 discípulos para pregarem a palavra de Deus para as pessoas: “...vão, eu os estou enviando...”. Há muito trabalho para ser feito, há muitas pessoas que ainda não ouviram falar sobre Jesus. e que ainda não creem em Cristo. Contudo, "
Como porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Rm 10.14). Mas então surge uma pergunta: quem é chamado para levar as boas novas de Cristo para aqueles que não as conhecem ainda? Sobre isso queremos meditar um pouco.

Para isso, queremos ler o texto de Mt 4.18-20. Ali diz o seguinte: "(Jesus) Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram".

Jesus chamou Pedro e André para serem “pescadores de homens”. O que ele quis dizer com pescadores de homens? Pedro e André tinham como “ganha pão” a pesca. Disso eles entendiam bastante. Jesus fez um convite bem interessante para eles. Eles certamente sabiam tudo sobre pesca, mas imagino que sobre pescar homens eles não sabiam. É claro que Jesus não falou literalmente para eles (quem sabe pegar uma rede de pesca e jogar sobre um homem e o pescar) e eles sabiam disso. Jesus estava falando para eles trazerem pessoas para andar com Deus, falar dele para todos. Foi para isso que Jesus os chamou. Jesus os chamou em primeiro lugar para o seguir e depois para o servir.

Mas, pensando bem. Quem Jesus chamou para realizar a obra de Deus? Dois irmãos pescadores. Dois simples pescadores. Eles foram os dois primeiros discípulos a quem Jesus chamou. É interessante pensar que em vez de Jesus ter chamado aqueles que tinham um grande conhecimento da palavra de Deus, ele escolheu pescadores. Seria mais lógico para nós se um grande conhecedor das escrituras fosse chamado. Afinal de contas, era para pregar a palavra de Deus que eles foram chamados.

Diante disso eu penso: quem Deus chama para realizar Sua obra? Quem ele chama para servi-lo, para pregar a sua palavra para as outras pessoas? Alguns exemplos: Abraão. Quem foi Abraão? “Ah, foi um grande homem”. Sim, mas e antes de ter sido chamado por Deus, o que ele fez de tão bom para que Deus o escolhesse? Nada. Mas Deus o escolheu e o chamou. Jacó. Jacó roubou a benção que seu pai iria dar para o seu irmão mais velho. A benção naquela época era algo muito importante. Deus o escolheu e o chamou. Paulo. Quem foi Paulo? "Ah, Ele tinha muito conhecimento da palavra de Deus, olha quantas cartas ele escreveu e tantos lugares que ele pregou o evangelho...”. E antes? Sabe quem foi Paulo? Um perseguidor dos cristãos. E Deus o escolheu e o chamou.

Isso me faz refletir de que Deus chama o improvável. Deus chama em primeiro lugar a todos para o segui-lo e após isso para servi-lo. Muitas vezes temos a tendência de achar de que não somos capazes para falar de Jesus a outra pessoa. Quem sabe até estamos certos ao pensarmos desta forma. Acontece que Deus nos chama mesmo não sendo capazes. Eles chama as pessoas em meio a realidade no qual cada um pertence e quer usar os dons e as capacidades de cada um para realizar a sua obra.

O mais maravilhoso disso tudo é que Jesus não chamou os discípulos e largou eles na rua sozinhos para pregar. No tempo que Jesus esteve na terra, ele ensinou os discípulos e esteve junto com eles. Ele os capacitou. E faz o mesmo conosco hoje. Ele nos chama para pregarmos as boas novas para todos e nos capacita a fazê-lo. Nos acompanha diariamente nesta jornada.

Nem todos são chamados para irem para outra cidade ou até mesmo outro país para falar sobre Jesus, mas todos são chamados a serem testemunhas onde quer que estejam. Com nossas palavras e ações no nosso trabalho, estudo, supermercado, etc. Não precisamos ser formados em teologia para fazermos isso, basta sermos cristãos deixando Cristo nos usar. A resposta ao título deste post, é todos! Todos os cristãos são chamados a serem testemunhas!

Que o "Eis-me aqui, envia-me a mim" de Isaías possa servir para todos nós cristãos que estamos dispostos a servir o nosso Deus onde quer que estejamos e onde quer que ele nos enviar. Amém!


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Manifesto de Manila

Gente, eu tenho escrito na minha Bíblia desde a época da faculdade o Manifesto de Manila (1989) que reuniu 3000 pessoas representando cerca de 170 países para tratar do assunto de missões. Eis aqui o escrito...


"As escrituras declaram que o próprio Deus é o principal evangelista. Afinal, o Espírito de Deus é o Espírito da verdade, do amor, da santidade e do poder, e sem ele é impossível evangelizar. É ele que unge o mensageiro, confirma a palavra, prepara o ouvinte, convence o pecador, ilumina os cegos, dá vida aos mortos, capacita-nos a arrepender-nos e a crer, une-nos ao corpo de Cristo, assegura-nos de que somos filhos de Deus, leva-nos a ter o caráter de Cristo e a servir como ele, e então nos envia para sermos testemunhas de Cristo. Em tudo isso, a principal preocupação do Espírito Santo é glorificar a Jesus Cristo, revelando-o a nós e formando-o em nosso interior.

Toda evangelização implica em guerra espiritual com os principados e poderes do mal, e nessa guerra só podem prevalecer as armas espirituais, principalmente a palavra e o Espírito, com oração. Convocamos, pois, todos os cristãos a serem diligentes em suas orações, tanto em favor da renovação da igreja como da evangelização do mundo.

Toda conversão autêntica envolve um encontro de poderes, em que se demonstra a autoridade superior de Jesus Cristo. Não existe maior milagre do que este, em que o crente é libertado da escravidão de Satanás e do pecado, do medo e da futilidade, da escravidão e da morte.

Embora os milagres de Jesus tenham sido especiais, por serem sinais de sua messianidade e antecipações do seu reino perfeito, em que toda a natureza se sujeitará a ele, nós não temos hoje nenhum direito de impor limites ao poder do Criador que vive. Rejeitamos, pois, tanto o ceticismo que nega os milagres, como a arrogância que os exige, tanto a timidez que se afasta da plenitude do Espírito como o triunfalismo que nega a fraqueza em que se aperfeiçoa o poder de Cristo.

Arrependemo-nos de todo esforço baseado na confiança própria, seja de evangelizar pela nossa própria força, seja de dar ordens ao Espírito Santo. Determinamo-nos a, no futuro, não 'entristecer' nem 'apagar' o Espírito, mas procurar espalhar as boas novas 'com poder, com o Espírito Santo e com profunda convicção'".

Manifesto de Manila (1989)

Acho que dispensa comentários, apenas leia e releia quantas vezes quiseres...